Buscar
  • Séries Favoritas

Crítica | 3ª temporada de 'Dark' é brilhante e tem um final belíssimo

Atualizado: Jun 29

Texto: Daniel Morales



Lembro até hoje dos críticos falando que 'Dark' era a 'Stranger Things' alemã. Nossa, não tem absolutamente nada a ver. Muito pelo contrário, apesar de ter viagem no tempo e até situações relacionadas aos anos 80, a série alemã em nada lembra a fantasia que fez sucesso no mundo inteiro. Aliás, não é a toa que Dark também fez sucesso no mundo inteiro.


Se eu tivesse que resumir Dark em uma frase seria: uma linda história de amor. A série simplesmente tem situações complexas, brinca com a ficção científica, mas no fundo nada mais é que uma história de amor. E com um final feliz. Por mais que muitos até achem que seja um final triste, não é. Tem um final conciso, com um respeito absurdo pelo telespectador que buscava respostas. E a resposta não foi nada óbvia. Foi difícil enxergar esse final.


Claro que explicar uma história com viagem no tempo não é muito fácil, mas Dark explicou com conceitos que realmente existem, como o paradoxo do Gato de Schrödinger, proposto pelo físico austríaco Erwin Schrödinger, em que um gato colocado em uma caixa lacrada está — ao mesmo tempo — vivo e morto, até que o objeto seja aberto e um observador possa constatar se o felino se encontra vivo ou morto.


Até citar 'Matrix', com suas metáforas, foi realmente brilhante. O termo déjà-vu é citado diversas vezes na série como vindo da Matrix, já que o longa fala desse termo como um breve erro. Algo que já tenha acontecido. Tendo em vista que acontecem situações em que ambos os personagens: Jonas Kahnwald (Louis Hofmann) e Martha (Lisa Vicari) acabam por ser o erro na Matrix, já que são eles os principais problemas pelas situações que se inverterem em toda a história. E o mais interessante é que todos os personagens tem ligações entre si. Qualquer espanto se um personagem for parente de outro, nada mais é que um erro em tudo.


Os criadores souberam dosar muito bem a história, com situações complexas claro, mas com uma história original, brincando com a viagem no tempo sem criar momentos óbvios. Pudemos ver como cada personagem estava interligado e como eles poderiam atrapalhar um ao outro ou criar situações inoportunas no passado, no presente ou até no futuro. A filha poderia ser a mãe da própria mãe no futuro.


Mas no fundo, a ficção científica e a viagem no tempo foram apenas uma forma de se colocar no nosso caminho de telespectador para entender o que se passava ao fundo. O final era uma história de amor linda, com percalços no meio do caminho, como até se tornarem inimigos, quando na realidade o final era apenas o amor a forma mais correta de resolver tudo, de se libertarem dos problemas. E eles resolveram juntos. E embora o final possa ter um "q" de tristeza, eles ficaram juntos e terminaram juntos, mesmo não pertencendo a este mundo ou realidade. Porém, o final também mostra que a vida pode criar situações em que o amor possa ser criado novamente se você é predestinado para alguém. Como no caso de Hanna grávida e que pensa em dar o nome de Jonas para seu futuro filho. Um novo Déja Vù?


Complicada minha crítica? claro que é, afinal de contas a série também é complicada, complexa e com um roteiro difícil, sem historinha adolescente simplesinha de se resolver. Uma criatividade maravilhosa, com personagens lindos que só se completaram mais e mais. Uma verdadeira obra-prima da Netflix, que acabou no momento certo. A série poderia até se complicar mais e até se perder se houvesse mais e mais episódios ou até novas temporadas.


Dark vai fazer falta. É uma série para ser vista e revista. Uma verdadeira obra de arte.


Nota: 10







78 visualizações1 comentário
  • YouTube - Círculo Branco

© 2020 Séries Favoritas. Todos os direitos reservados.

Copyright: 2015 - 2020