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Crítica | 3ª temporada de 'The Sinner' começa bem e termina extremamente ruim

Texto: Daniel Morales


'The Sinner' é uma série policial que chamou a atenção do público por ser uma atração que mexe com temas policiais de uma forma diferente. É bacana que a série tenta se aproximar do telespectador contando uma forma diferente de aproximação entre o policial Harry Ambrose (BIll Pullman) e seus assassinos, ou não.


A terceira temporada mantém essa aproximação, só que mais enigmática. O crime é um acidente de carro em uma propriedade particular, que culmina na morte de Nick Haas (Chris Messina). No carro, estavam ele e Jamie Burns, interpretado por Matt Bomer, que obviamente se torna o principal suspeito da investigação. Aliás, Matt tem uma excelente interpretação, mesmo dadas as circunstâncias desse novo ano.


O que é legal em The Sinner é o suspense-psicológico, que valoriza a história, que entra na psique dos personagens e mostra os segredos mais sombrios de suas mentes. O protagonista passou a se envolver com Nick, que tentava brincar de ser o Super-Homem descrito por Nietzsche. O Super-Homem, segundo o autor, é aquele que abandona a moralidade do mundo e cria a sua própria, a fim de não seguir as mesmas regras sociais e poder se sobrepor aos outros.


Porém, o que se mostrava uma coisa, mostrou-se outra. Os episódios começaram a decair absurdamente com uma proposta boba, transformando o protagonista num assassino frio que chega no final matando os personagens sem um motivo aparente. Na realidade tem, ele quer mexer com a cabeça de Ambrose. Mas os personagens ficam extremamente perdidos, sem espaço para crescimento em uma história que simplesmente começa filosófica e termina sem pé nem cabeça.


O último episódio, que é mais movimentado, tem cenas estúpidas como a que Ambrose deixando Jamie na casa, mas depois voltando e atirando nele. O protagonista está praticamente morto e ali se mostra uma criatura indefesa, bem diferente de seu personagem alterado e descontrolado que quer ir pra cima de todo mundo. Até entende-se que ele está indefeso e com medo, mas um medo tão infantil que a brutalidade dele na série acaba sendo esquecida pelos roteiristas.


Um final medonho, especialmente para Ambrose, que é extremamente inteligente e resolveu casos bem difíceis. Aqui, ele só é mais um, sem tanta força como antes. Uma pena, uma temporada totalmente estragada por um roteiro ruim.


Nota: 5,5




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