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Crítica | 'A Maldição da Mansão Bly' mexe com o psicológico de maneira brilhante

Texto: Daniel Morales

A Maldição da Residência Hill é simplesmente uma história que vai ficar guardada na memória de quem ama terror. Mansão Bly, que é a continuação direta mas sem ligação, já que a série virou uma antologia, virou um terror psicológico brilhante.


O susto é simples, mas muito eficiente, já que A Maldição da Mansão Bly é uma obra de interpretação. E seu resultado final certamente irá depender da disposição do público. Baseada em clássicas histórias do autor Henry James, em especial A Volta do Parafuso, a trama acompanha a jovem Dani Clayton (Victoria Pedretti), recém chega a Londres que acaba sendo contratada pelo advogado Henry Wingrave (Henry Thomas) para cuidar de seus sobrinhos Flora (Amelie Bea Smith) e Miles (Benjamin Evan Ainsworth). Para isso, ela terá que morar em tempo integral na Mansão Bly, onde irá descobrir que certos segredos cobram um preço muito alto.


Os plot twists, que são aquelas reviravoltas que nos pegam de surpresa, não ficaram de fora da segunda temporada. Algumas situações como segredos revelados, acabam nos pegando desprevenidos de uma forma que cria uma tensão especial. Mike Flanagan, o homem por trás da magia da série agora denominada 'A Maldição', consegue nos prender e criar uma atmosfera sobrenatural brilhante, que só de andar um pouco pelos caminhos das casas e do terreno de Bly, causa um frio na espinha.


O que se garante o susto é a escolha de trabalhar novamente o psicológico e o desenvolvimento dos personagens em tela. O medo mais eficiente é justamente aquele que cerca nossas experiências de vida, ressoando como um lembrete constante de nossos equívocos. E os sustos, aqueles chamados Jump Scares, não aparecem tanto, mas o clima é o suficiente pra você tomar uns sustos, sem nem mesmo acontecer nada. Ou quando você acha que o personagem vai tomar um susto e ele simplesmente interage com o sobrenatural.


O que fica na sua cabeça é: Residência Hill é superior ou pior que Mansão Bly. Difícil comparar porque são histórias diferentes, mas Residência Hill trouxe uma atmosfera nova, uma história primorosa e que ninguém esperava. Mansão Bly é uma continuação aguardadíssima, que todos queriam que fosse uma obra-prima como aconteceu no primeiro ano. Não é uma obra-prima. Mas é brilhante. Um roteiro primoroso, cheio de revelações, com um final surpreendente e que mostra o excelente investimento da Netflix.


A Maldição da Mansão Bly não é uma série de terror boba para adolescentes que querem ser assustados o tempo todo. É uma produção que brinca com a sua mente, com a tensão e que traz nervosismo e uma ansiedade para sabermos logo o final. E quando você acha que tudo pode parecer um horror, o final pode surpreender de uma maneira positiva. Não acredito que seja um spoiler, mas uma antecipação de que o final pode agradá-lo.


Vale a pena assistir!


Nota: 9,0



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