Crítica | Uma perda de tempo chamada 'Death Note' (Jônatas Cardoso)

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Crítica | Uma perda de tempo chamada 'Death Note' (Jônatas Cardoso)

26.08.2017

 

Estreou pela Netflix o filme do Death Note e desde o início a Netflix já deixou bem claro que não seria uma adaptação do que foi feito nos mangás ou no anime e sim uma visão sua da obra. Isso já ficou bem nítido quando os atores foram escolhidos já que os mesmos se distinguiam muito dos originais, mas o que eu não esperava é que viesse algo tão ruim.


Mesmo com a mente aberta para esperar algo novo vindo dessa visão do que é a estrutura da história de Death Note o que foi feito não pode ser aceito como bom nem por alguém que não é fã e não conhece a história original.


Na trama temos Light Turner, filho de um policial, que é um gênio na escola e por acidente encontra um caderno que permite que o dono posso matar pessoas escrevendo o nome delas no caderno desde que ele tenha o nome real da pessoa e seu rosto em mente na hora de matar. Light assume o pseudônimo de Kira e começa a matar criminosos pelo mundo junto com sua namorada Mia, até que L um gênio mundial em resolver crimes acaba por descobrir que há algo errado nisso e se torna o único com inteligência para confrontar Light e detê-lo.


A trama coloca todas as bases da história original e dá pistas de que vai pelo caminho essencial da história que é ser um verdadeiro jogo de xadrez entre criminoso e investigador, mas isso simplesmente não acontece!


Temos no desenrolar do filme uma busca desenfreada pelo Kira que leva L a se revelar para o próprio Kira quando descobre quem ele é o filme dá uma reviravolta e passa a ser de sentimentalismo, medo e por diversas vezes uma ação desnecessária, mas que é o padrão americano de resolução de trama, infelizmente.


Temos o Light que é inteligente deixado de lado e facilmente manipulado por sua namorada que não tem a ver com ele e se torna apenas uma interesseira barata não fazendo nada que o ajude, mas a paixão do mesmo o deixa cego, logo L que até então um jovem de inteligência conhecida a nível mundial, que foi criado para ser detetive a vida toda, abre mão de seus valores e forma de raciocínio e para buscar uma vingança pessoal quando Kira ataca uma única pessoa que ele gosta e simplesmente desconstrói todo o seu personagem. Temos não uma trama de pessoas inteligentes e jovens prodígios, mas apenas adolescentes que fizeram uma bagunça. O filme se desenrola numa sucessão de fatos que pela primeira vez usam a inteligência de Light para que ele não seja pego e esse fato desencadeia um descuido, mesmo sendo tão inteligente que o faz ser pego e por uma das pessoas mais fracas da Trama!


Death Note não é uma produção boa e fica atrás até mesmo do padrão de qualidade que a Netflix coloca em seus filmes como vimos em “Beasts ou no nation” ou “King”, por exemplo.


E se acham que falei pouco do Ryuk nesse texto é porque ele pouco aparece ou tem importância, fica apenas como um espectador nas sombras e quando digo sombras digo de forma literal. Quando mostrado de forma nítida é apenas de costas. Claramente não é bem construído em CGI e deixa muito a desejar.


A única coisa a se valorizar nessa produção é a ousadia da Netflix em colocar esse material para seus assinantes mesmo ele sendo tão abaixo da qualidade.


Nota 1.0

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