'Black Mirror' | 4ª temporada é mais fraca, mas o charme da série continua

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'Black Mirror' | 4ª temporada é mais fraca, mas o charme da série continua

04.01.2018

 

Quando estreou em 2011, 'Black Mirror' trouxe consigo uma outra série em que se baseou: 'Alem da Imaginação'. A atração dos anos 50 e 60 foi criada por um mestre: Alfred Hitchcock. O cineasta britânico foi considerado o "Mestre do suspense", um dos mais conhecidos e populares realizadores de filmes desse gênero de todos os tempos. E ele tinha tanta história pra contar, que a série acabou levando para a tv roteiros simplesmente geniais.

 

Falei tudo isso porque 'Black Mirror' bebeu desta água. Trouxe 'Além da Imaginação' na bagagem, levar histórias onde a tecnologia é a base de tudo. E com isso, ganhou a ficção científica e toda uma geração que adora esse gênero. Aliás, 'Black Mirror' ou 'Espelho Negro' é uma forma de falar da tela do celular. Curiosidade boba, mas mostra que a tecnologia é o que ele quer levar para as telinhas. E Charlie Brooker, seu criador, pode não ser um Hitchcock, mas também um roteirista e diretor maravilhoso.

 

Essa quarta temporada ainda mostra a importância de 'Black Mirror' para a tv. Os temas, quase sempre, tem a ver com o nosso cotidiano, mas sempre com um tema futurístico que mexe com a nossa cabeça e nos transporta para perguntas para "como", "porquê", "quando". Hang the DJ é um dos episódios mais emblemáticos desta temporada, mostrando um sistema para determinar a compatibilidade entre casais. A data de validade é determinada já no primeiro encontro, com o casal se adaptando ao pouco ou muito tempo que têm. Melhor realidade que isso não tem.

 

Mas o restante da temporada mostra que a série perdeu aquele roteiro gostoso com histórias que te prendem e te transportam para outro lugar, outro tempo. Muitos vão falar que depois que foi pra Netflix, tudo se perdeu. Pode parar. A terceira temporada é uma das melhores. E foi na Netflix que a série trouxe San Junipero e Nosedive, aquele em que você dá nota para as pessoas e sua vida é movida com as estrelas que ganha das outras pessoas. Um clássico.

 

O charme não se perdeu. As histórias são bacanas, tem muita coisa boa, mas parece que essa temporada foi uma reciclagem de histórias. O episódio USS Callister, em que mostra uma tripulação a bordo de uma aeronave, como se fosse em Star Trek, trouxe mais do mesmo, com um final que parece Playtest, segundo episódio da terceira temporada em que um cara fica online e o cérebro dele frita no final. São histórias diferentes, mas o tempo dela foi igual a outra. Pouca criatividade e o episódio da terceira temporada bem melhor que esse último.

 

Falta mais criatividade. Trazer coisas novas. Metalhead por exemplo, até trouxe algo bacana mas o episódio parecia perdido, sem um nexo. História que ficou simplesmente jogada. Faltou mais Black Mirror. Porque a gente sempre fala que isso ou aquilo parece Black Mirror. Significado de algo bizarro ou muito cabeça, como o filme Corra, do ano passado. Muito Black Mirror. Mas, desta vez, Black Mirror não se pareceu com Black Mirror.

 

Nota: 7,0

 

 

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