Crítica | 2ª Temporada de 'Ozark' mostra por que a série é uma das melhores da Netflix

© 2019 Séries Favoritas. Todos os direitos reservados.

Contato: sfavoritas@gmail.com

Copyright: 2015 - 2020

SIGA-NOS

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Séries Favoritas YouTube
  • Instagram Social Icon
  • LinkedIn ícone social

Crítica | 2ª Temporada de 'Ozark' mostra por que a série é uma das melhores da Netflix

14.09.2018

 

Comparar 'Ozark' e 'Breaking Bad' não é tão ruim quanto as vezes parece. As duas séries são realmente bem parecidas. Mas a atração da Netflix não é uma cópia, ela tem a sua própria identidade, história e caminhos bem diferentes. Claro que as comparações são inevitáveis, mas se você não assiste ou assiste por causa disso, é querer se enganar.

 

Ozark trouxe uma família inteira para o mundo do crime. Mas eles não gostaram disso não. Eles foram obrigados a se adaptar ou simplesmente estariam mortos. Mas para se adaptar a esse mundo a tarefa é difícil e os personagens se arriscam muito, deixando as vezes, o caminho perigoso por conta de suas escolhas. Especialmente dos filhos que eu estou falando. Charlote (Sofia Hublitz) e Jonah (Skylar Gaertner) se arriscam tanto que os pais precisam intervir para que as coisas não saiam ainda mais do controle.

 

Na segunda temporada, a família Byrde continua a transitar no perigoso mundo da lavagem de dinheiro e cartéis de drogas. Sem Del no comando, o sindicato do crime envia a implacável advogada Helen Pierce (Janet McTeer) à cidade para agitar as coisas, enquanto os Byrdes tentam se estabelecer no local. Marty e Wendy lutam para equilibrar os interesses da família em meio aos crescentes perigos representados pelos Snells, o cartel e os oficiais de justiça. Tudo por causa de um bendito cassino. 

 

Jason Bateman e Laura Linney mostram bem por que os personagens são o centro da atenção da série. Eles se arriscam muito, porque estão divididos entre salvar a família e, ao mesmo tempo, não querer prejudicar as pessoas de bem que fazem parte daquela comunidade. O personagem de Laura Linney mostra isso em dois momentos: o primeiro com o pastor Mason Young (Michael Mosley). Ela tenta dar uma ajuda para ele já que ele perdeu sua esposa e está perdido sem rumo. A segunda é quando toma uma atitude contra Cade (Trevor Long). O último episódio foi um desfecho e tanto.

 

Buddy (Harris Yulin) e Helen Pierce (Janet McTeer) são as agradáveis surpresas da segunda temporada. Um bonzinho que não esquece os tempos de vilania e uma vilã que faz de tudo para que as coisas fiquem "certas". Helen, pra mim, é um dos destaques principais da temporada. Ela substitui a altura Dell (Esai Morales), que acabou morrendo, e faz dela uma mulher temida e, ao mesmo tempo, uma pessoa que pode ser trazida para o grupo, para proteção.

 

Jason Bateman não tenta ser Walter White em momento algum. O personagem é completamente diferente de Breaking Bad e com uma pegada mais paizinho de família bonzinho. Mas que está ali para tentar ajudar a família a qualquer custo, porém, ao mesmo tempo, ele não queria estar ali. Bateman faz bem o papel e muda aquela coisa do comediante que ele tem na veia nos Estados Unidos. 

 

A série, na minha opinião, voltou mais forte nessa segunda temporada. O roteiro estava mais ágil e os personagens deixaram de lado muitas vezes a conversinha pra ir pra cima. A ação foi forte e as surpresas foram maravilhosas. A série soube manter a boa surpresa da primeira temporada e soube se distanciar da primeira parte, sem medo de avançar. E as mortes de vários personagens foram fundamentais para o segmento. Não ficaram com medo não. Pronto, está morto e tchau. A história está aí. E nós ganhamos uma temporada e tanto.

 

Nota: 8,5

 

 

 

Please reload