Crítica | 'House of Cards' termina bem com Robin Wright se destacando. Mas faltou um elemento!

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Crítica | 'House of Cards' termina bem com Robin Wright se destacando. Mas faltou um elemento!

04.11.2018

 

Quando Kevin Spacey foi demitido da Netflix todos nós sentimos que faltou um fim para 'House of Cards'. O nome principal da série não vai gravar a última temporada, ou melhor, chegou a gravar uns episódios, mas tudo foi jogado fora e a atração ganhou uma nova protagonista: Robin Wright. Aliás, uma excelente protagonista, já que ao lado de Spacey, Robin estava fazendo um trabalho brilhante e se destacando em vários episódios. 

 

No último da quinta temporada ela assume a presidência dos Estados Unidos e a demissão de Spacey acabou sendo o momento certo para que ela assumisse como protagonista. E ela segura bem. Segura com tranquilidade, mostrando que é um grande atriz e, aliás, uma ótima diretora também, já que chegou a dirigir vários episódios, inclusive o último da série.

 

Claire, personagem de Robin, faz bem seu papel. Assume a presidência e seu marido está morto. Tristeza para a nação, mas a pergunta de como ele morreu perdura durante a temporada inteira. Claro que o último episódio é o escolhido pra isso. Claire muda toda a Casa Branca, mostrando o empoderamento feminino e mostrando que as mulheres podem segurar uma nação inteira e tomar boas decisões. E erradas também.

 

Bom, já deixei bem claro que Robin segurou o papel muito bem, certo? Pois bem, mas faltou um elemento importante na história: Kevin Spacey. O papel de Kevin como Frank Underwood era o mais importante em toda a série. Não ter o cara que incomodou, provocou, matou e esteve a frente das cenas mais importantes da série realmente foi um problema. Spacey era a série e quem é fã de House of Cards sabe que isso fez diferença. Não que Robin não segurou bem, mas o papel dela era ao lado dele, de incomodar e provocar reações que nos divertiam ao longo da história.

 

O destino dado a ele, confesso, não foi dos melhores. Colocaram dois personagens na série: o de Diane Lane e de Greg Kinnear, que trouxeram duas pessoas extremamente fortes para a história. Acho que colocaram tarde demais. Eles poderiam ter sido acrescentados anteriormente, já que seus papeis são fundamentais para a sexta temporada. Mas, volto a dizer, Kevin fez muita falta.

 

Vale destacar um personagem extremamente importante em toda a atração. Michael Kelly, que interpretou Doug Stamper, passou de um simples assessor do Presidente para um monstro em cena. Ele fez uma parte importantíssima na série. Ele agregou por onde passou. O show de interpretação de Michael mostrou que sem ele faltaria muito. E o personagem dele tem uma relação com Frank na série, que foi bem discutida também na última temporada e o clímax também. Mas com Kevin faria mais sentido.

 

Resumo para que você não me ache chato. Faltou Kevin Spacey sim, mas sem ele, Robin e Michael fizeram uma dupla e tanto na última temporada. E se foi apenas para garantir o fechamento da história, sim fez a diferença sim. Nós precisávamos saber o que poderia acontecer nisso tudo. Confesso que o final não era aquele que eu queria, mas já está feito. Vai fazer falta, mas nunca saberemos como a série realmente deveria terminar.

 

Nota: 7,0

 

 

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