'Contos dos Orixás' | Baiano cria HQs de heróis negros com orixás

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'Contos dos Orixás' | Baiano cria HQs de heróis negros com orixás

 

Thor é baseado no deus da Mitologia Nórdica. Mulher Maravilha tem suas histórias povoadas de deuses gregos clássicos. Muitos super-heróis são baseados em religiões ou em seitas famosas ao longo do tempo e de diversas regiões do mundo. E pensando dessa forma que um baiano, especializado em quadrinhos, chamado Hugo Canuto resolveu criar os “Contos dos Orixás”.

 

O projeto dele adapta os mitos e lendas sobre as divindades da África Ocidental. As histórias retratam os orixás em linguagem artística e com respeito às tradições dos povos Yorubás – civilização existente no continente africano, onde ficam atualmente a Nigéria e partes do Benin e do Togo. Entre os protagonistas das HQs, por exemplo, está o Rei Xangô, o senhor do trovão. A história conta ainda com Obatalá (outro nome para Oxalá), que criou o mundo com a ajuda dos irmãos. Orixás guerreiros como Ògún, o senhor do ferro, e Oxóssi, o caçador, também são retratados.

 

Em entrevista ao portal G1, Canuto afirmou que a jornada para criar os Contos dos Orixás teve uma inspiração: “O legado das civilizações africanas que moldaram minha terra de origem, a Bahia e sua ancestralidade, representadas aqui pelos Itan, conjunto de narrativas ligadas aos Orixás, arquétipos milenares de força, coragem e sabedoria”.

 

Para construir o projeto, o quadrinista trabalhou por cerca de dois anos e meio, ao lado de sacerdotes, acadêmicos e outros autores que compartilharam saberes. Além do estudo, ele fez cursos de língua e cultura Yorubá, e usou como referência obras de Pierre Verger, Edson Carneiro e Lydia Cabrera.

 

“Os contos não falam sobre o Candomblé, a Umbanda, Santeria ou Ifá, seus ritos, fundamentos iniciações e segredos, mas buscam fazer um recorte respeitoso com foco na cultura Yorubá, assim como os mitos e histórias dos orixás”, afirmou ao portal G1.

 

Além do uso nas escolas, as histórias também estão sendo utilizadas como referência em livros didáticos, citadas em teses universitárias e expostas em alguns países, como Estados Unidos e Inglaterra.

 

 

 

 

 

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