Crítica 'Special' | Comédia da Netflix reúne gay com deficiência para nos fazer refletir e rir

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Crítica 'Special' | Comédia da Netflix reúne gay com deficiência para nos fazer refletir e rir

23.04.2019

 

Uma série onde o protagonista é gay, tem paralisia cerebral e um bom humor que cativa os telespectadores. Não é uma série dramática, mas uma comédia que mostra as questões sociais de maneira bem explícita, estapeando o preconceito das pessoas em geral e até dentro do próprio meio LGBT, no culto ao corpo.

 

Special é escrita pelo próprio protagonista, Ryan O’Connell, que também assina o roteiro e a produção da série. Além dele, Jim Parsons, o Sheldon de 'The Big Bang Theory', também está entre os produtores executivos da produção. Nele, vemos Ryan lidar com os obstáculos de sua condição de paralisia cerebral, em um grau bem baixo, gay, e tentando sobreviver no meio onde as pessoas são "normais" e ele lutando para tentar a mesma situação: ser tratado de forma igual.

 

Além disso, Ryan trabalha em uma empresa onde a chefe Olivia (Marla Mindelle), uma mulher extremamente preconceituosa e fútil que trata a todos de forma desrespeitosa, acaba ajudando a mostrar os problemas que ele tem que enfrentar no dia a dia. Ao lado da amiga Kim (Punam Patel), ele acaba tendo um ombro a mais, só que a amiga também enfrenta os próprios problemas, tendo excesso de peso e tentando aceitar.

 

A série tem uma característica interessante: ela possui 8 episódios com média de 15 minutos cada, o que foge doa habituais 20 e poucos minutos de uma série de comédia. Mas traz situações simples, como a de tentar conquistar sua independência, já que sua mãe (Jessica Hecht, que fez Friends aliás), tenta proteger demais. Mas ao mesmo tempo acaba achando nisso uma brecha para tentar uma vida ao lado de um homem, sem ter que se preocupar com o filho. Olha quantas situações.

 

Special é daquelas séries simples, com piadas simples, mas ao mesmo tempo usa do preconceito sua arma para atrair as risadas. E o melhor de tudo, fazer o telespectador pensar. Olhar um pouco para a consciência e rever o que faz e como trata as pessoas com deficiências ou mesmo aquelas que não tem, mas que são apenas diferentes. Magro, gordo, negro, branco, tatuado, tudo isso nos faz diferentes e nos dá aquela qualidade de sermos únicos também. Para refletir e dar risadas.

 

Nota: 8,0

 

 

 

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