Crítica | 'Black Mirror' tem 5ª temporada mais simples, porém com mais qualidade

© 2019 Séries Favoritas. Todos os direitos reservados.

Contato: sfavoritas@gmail.com

Copyright: 2015 - 2020

SIGA-NOS

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
  • Séries Favoritas YouTube
  • Instagram Social Icon
  • LinkedIn ícone social

Crítica | 'Black Mirror' tem 5ª temporada mais simples, porém com mais qualidade

07.06.2019

 

Desde que 'Black Mirror' virou um produto Netflix a série ganhou uma visibilidade muito grande e se você fizer um produto inferior você acaba tendo a ira dos fãs. Foi o que aconteceu na quarta temporada quando a atração não conseguiu chegar aos pés do que é realmente 'Black Mirror'. Os fãs ficaram um pouco irritados, esperando um produto melhor e de mais qualidade.

 

Quando lançaram no ano passado 'Bandersnatch', filme interativo mas com o selo 'Black Mirror' confesso que fiquei bem entusiasmado, já que o resultado foi uma novidade e ela foi extremamente bem construída, com aquela velha frase: "Isso é muito Black Mirror." Charlie Brooker, o criador, percebeu que o público queria coisas muito boas e quando anunciaram apenas 3 episódios em sua quinta temporada, o público novamente torceu o nariz e o resultado foi simplista.

 

A nova temporada tem episódios simples, mas simples não significa perda de qualidade. Foram 3 bons episódios que merecem a nossa atenção. O primeiro deles, Striking Vipers, que se passa em São Paulo, pra mim com certeza é o melhor, com uma história forte e que chama a atenção com o uso da tecnologia e a pseudo homossexualidade de seus protagonistas. Mas o resultado é muito Black Mirror, porque tem um final bastante diferente e que me trouxe de volta aquele mundo criado pela série.

 

Smithereens, o segundo episódio, acaba sendo uma crítica às redes sociais e aquele mundinho que as pessoas ficam conectadas e esquecem do mundo exterior. E quando acordam para o mundo real, o resultado pode ser perturbador. E nesse caso, o episódio foi mais voltado ao realismo do que a ficção científica em si, que é mais comum na série. E tem, mais uma vez, um final que não se esperava.

 

O terceiro, Rachel, Jack and Ashley Too, é o mais fraco, mas não é o pior. Muito pelo contrário. Parece aqueles filmes de cantores e que sempre tem um final feliz. Mas é muito interessante pela crítica que se faz perante ao mercado fonográfico e o dinheiro que rola por trás dele, com resultados cruéis para muitas pessoas e muitos artistas. E a crítica foi bem bacana. Destaque para a cantora Miley Cirus, que está bem a vontade no papel da cantora e da robozinha. Ela faz os dois personagens muito bem construídos e nada caricato.

 

Resultado disso tudo: quinta temporada mais simples, mas com histórias até um pouco água com açúcar, mas com resultados bacanas. Vale a pena ter apenas 3 episódios com 3 boas histórias do que ter mais capítulos e com resultados menos animadores. Acredito que a Netflix esteja num bom caminho. Indo dessa forma acredito que teremos mais Black Mirror pela frente.

 

Nota: 8,0

 

 

Please reload