Prefeitura do Rio usa fake news para tentar manter censura

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Prefeitura do Rio usa fake news para tentar manter censura

09.09.2019

 

A prefeitura do Rio de Janeiro encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, pedindo esclarecimentos em relação à decisão que proibia a censura na Bienal do Livro. A reportagem é da Folha de São Paulo.

 

Na matéria publicada, a prefeitura cita um título que não foi comercializado na feira. O pedido é assinado pelo procurador-geral do município, Marcelo Silva Moreira Marques, e pelo subprocurador-geral, Paulo Maurício Fernandes Rocha. Nele, buscam garantir o direito do município de fiscalizar e apreender.

 

"As Gêmeas Marotas", são reproduzidas no embargo de declaração e apresenta personagens fofinhos praticando atos sexuais. Só que ele foi publicado em Portugal em 2012, voltado ao público adulto e é uma sátira dos livros infantis do holandês Dick Bruna, conhecido pelo personagem Miffy, um coelhinho de traços simples. O problema é que este livro NÃO ESTAVA À VENDA NA BIENAL DO RJ.

 

A reportagem da Folha de São Paulo diz ainda que no documento a prefeitura volta a anexar uma página da HQ "Vingadores - Cruzada das Crianças", em que dois superheróis homens se beijam —este, sim, vendido na feira. Segundo a decisão de Dias Toffoli, a imagem do beijo gay não afronta o Estatuto da Criança e do Adolescente, e, portanto, não justifica que as obras sejam lacradas e recolhidas.

 

O presidente do STF, Dias Toffoli, lembrou na decisão que a Corte já reconheceu a união civil entre pessoas do mesmo sexo há oito anos. E que o regime democrático "pressupõe um ambiente de livre trânsito de ideias, no qual todos tenham direito e voz". "A democracia somente se firma e progride em um ambiente em que diferentes convicções e visões de mundo possam ser expostas, defendidas e confrontadas umas com as outras, em um debate rico, plural e resolutivo", afirmou Toffoli na decisão.

 

 

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