Crítica | '(Des)encanto' traz humor inteligente e mais consistente na segunda parte

Crítica | '(Des)encanto' traz humor inteligente e mais consistente na segunda parte

03.10.2019

 

Quando a primeira temporada, ou Parte 1 como a Netflix gosta de chamar, estreou na plataforma de streaming, vimos uma animação sem muito fôlego que parecia que não iria vingar por muito tempo. O desenho parecia estar se adaptando e esquecendo de trilhar ou mesmo criar um caminho próprio. Porém, o que se viu na Parte 2 foi algo completamente diferente. Um desenho que simplesmente se reinventou e trouxe uma animação bem engraçado.

 

Tudo bem aos moldes de Matt Groening, criador dos Simpsons. Aqui parece que ele tem mais liberdade e o desenho tem palavrões de sobra. Tudo num timing perfeito e bem engraçado. Aliado com a dublagem brasileira, que não perde nada para o original, as frases de efeito são muito engraçadas. Para mim o Elfo é o destaque. A dublagem do Bart verde é extremamente engraçada e o personagem é completamente sem noção.

 

Aliás, a parceria entre Elfo, Luci e Bean é perfeita. Os três criam situações extremamente engraçadas, coisa que nos Simpsons seriam mais limitados por pertencerem a tv aberta nos Estados Unidos e não terem tanta liberdade quanto tem na Netflix. A plataforma parece ter dado toda a liberdade que Groening não aproveitou na primeira temporada. E agora, simplesmente ele colocou pra fora.

 

A história está muito boa, com uma particularidade bem bacana, que os maratonistas entendem muito bem. Nos Simpsons ou até mesmo em Futurama, as histórias não seguem um padrão de continuação. Em Desencanto sim, eles tem praticamente um novela, que funciona bem, com ação e piadas bem produzidas que não cansam. Típico para quem gosta de Netflix, já que na tv aberta dificilmente funcionaria.

 

A dinâmica da nova temporada também ficou mais ágil, já que ficávamos mais em cima do fato de Bean ser apenas uma princesa alcoólatra e sem muito destino na vida. Agora, com a mãe viva, tudo vai se encaixando e criando situações hilárias, que dificilmente o expectador quer uma solução rápida. 

 

O final fecha com um gancho claro que teremos uma terceira parte ou uma terceira temporada, que seja. Essa nova definição da Netflix é extremamente idiota. Mas enfim, um final que ninguém esperava e que podemos deduzir vai trazer situações mais idotas e engraçadas que tanto queremos. Ponto para a Netflix e Matt Groening, que acertaram o ponto da animação. Esperamos que a plataforma continue dando chances para a série, já que eles estão numa onda de cancelar muita coisa que é possível continuar.

 

Vale a pena a nova temporada. Se não viu como maratona, veja, pois é bem dinâmico e bem engraçado, com poucos pontos negativos a serem acrescentados.

 

Nota: 9,0

 

 

 

 

 

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