Crítica | 'A Lavanderia' tem crítica a corrupção na América, porém filme é morno e lento

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Crítica | 'A Lavanderia' tem crítica a corrupção na América, porém filme é morno e lento

07.11.2019

 

O mais novo filme de Meryl Streep na Netflix, 'A Lavanderia', é praquele público que precisa estar atento nas notícias internacionais, especialmente em política americana. Mas quem não acompanha, acaba tendo uma aula com seu relato didático sobre lavagem de dinheiro e evasão fiscal. Os planos-sequências do filme Soderbergh quer explicar passo a passo, pra quem não conhece o que acontece por lá. Mas o didatismo acaba sendo extremamente chato em vários pontos.

 

O longa metragem fala do escândalo dos Panama Papers, com base no livro 'The Secrecy World', do jornalista Jake Bernstein, sobre um vazamento de emails que expôs o universo de empresas de fachadas sediadas em paraísos fiscais usados globalmente para sonegar impostos. Antonio Banderas e Gary Oldman vivem os donos da firma panamenha que gera essas empresas, e ao mesmo tempo quebram a quarta parede para explicar tudo ao espectador. Taí o didatismo que eu falo.

 

Porém, o filme fala da burocracia do governo de um jeito extremamente pedagógico numa conversa informal com o público, para expor o absurdo que há na complexidade jurídica desses universos. Uma crítica ferrenha a justiça norte-americana criticando também a justiça lenta e que facilita a vida dos que tem dinheiro. Nada novo para os brasileiros, que estão acostumados a lidar com essa situação.

 

Aliás, falando em Brasil, a Odebrecht está no centro do maior escândalo de corrupção do país revelado pela operação Lava Jato, é citada no filme como uma das maiores empresas fraudadoras do mundo. O nosso país é citado justamente como exemplo de corrupção e casa até com muitas situações do filme.

 

Meryl Streep seria a personagem principal, mas o problema enfrentado por ela, que é a perda do marido em um acidente de barco e envolto nessa corrupção por não receber o dinheiro do seguro, é apenas uma situação do filme. Streep é mal aproveitada no longa, enquanto Gary Oldman e Antonio Bandeiras ganham mais tempo falando com o público e mostrando que são os corruptos o tempo todo. E ainda mostrando que, mesmo culpados, não sofrem penalizações. Apenas pequenos problemas com a justiça e mostrando que quem tem dinheiro acaba se dando bem.

 

Steven Soderbergh, responsável por sucessos como Traffic (2000) e Erin Brockovich, Uma Mulher de Talento (2000), não consegue sustentar o longa, que até tem uma história bacana, mas sofre com o didatismo e as histórias sem conclusões, que chegam a cansar em diversos momentos. Faltou mais gás no longa que tem um elenco estrelado e que poderia ser melhor aproveitado.

 

Nota: 6,0

 

 

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